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O início Samuel Sales Saraiva nasceu em Porto Velho – Estado de Rondônia, Ocidente do Brasil, na década de 50, uma época dourada para a Amazônia. Naquele tempo as maiores reservas de água potável e de florestas tropicais do planeta ainda não sofriam a devastadora, irracional e criminosa agressão que hoje testificamos. Filho de Jairo, capitão e ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, amazonense de raízes portuguesas, e de Adamar, odontóloga paraense, foi o primogênito de 6 filhos do casal: Jair, Saray, Davi, Feb e Jaimar. Durante
sua infância e adolescência, Saraiva conheceu o território
que o rodeava. Soube que havia sido constituído em 1943 e que
estava interligado à Bolívia por uma estrada de ferro
denominada Madeira Mamoré (EFMM), construída por norte-americanos
e ingleses com mão de obra caribenha. |
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| Ao
concluir o ginásio em 1975 no SENAI, junto com German Rosendo
Danin, um colega de origem boliviana, empreendeu viagem de bicicleta
de Porto Velho (RO) até Porto Alegre, capital do estado do Rio
Grande do Sul. O propósito do percurso de mais de 3.600 quilômetros
era entregar ao Governador gaúcho, Euclides Triches, uma mensagem
de integração dos povos amazônicos enviada pelo
Coronel João Carlos Marques Henriques, governador de Rondônia.
Construindo o Caminho
Naquele País de origem milenar, prestou serviços à Embaixada do Brasil como “contratado local”. Porém seus sonhos de estudar arqueologia se viram frustrados porque a legislação mexicana impedia que estudantes estrangeiros fizessem esse curso. Optou por estudar Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Nacional Autônoma do México – UNAM. Naquele momento, recebeu fundamental apoio do embaixador brasileiro Lauro Escorel de Moraes e do Coronel Carlos Augusto Godoy. Seus estudos superiores e a convivência com aquele povo de impressionante cultura, contribuíram para os fundamentos de sua própria concepção sobre a realidade política Latino-americana. Foi nesse contexto que se interessou pelo papel de liderança que corresponde ao Brasil na condução da política externa regional. Atividade Política Seu regresso ao Brasil em 1980 coincidiu com a extinção do bi-partidarismo (ARENA-MDB). No desejo de identificar-se com o grupo político que melhor representasse as aspirações da classe trabalhadora, indicado ao engenheiro Leonel de Moura Brizola por um grupo de parlamentares da Câmara dos Deputados, articulou e fundou o Partido Democrático Trabalhista - PDT- no seu estado de Rondônia, tendo como Secretário Geral o renomado Jurista Antônio Osman de Sá e 1º Vice Presidente a Advogada Cristina Moreira da Silva. Em sua primeira ação como líder político, Samuel Saraiva formou o Comitê de Solidariedade a refugiados bolivianos que abandonaram o país vizinho fugindo da violência perpetrada pela ditadura do General Garcia Meza, provendo abrigo, alimentação e trabalho a mais de 80 famílias. Aquele mesmo ano reuniu-se com Luiz Inácio Lula da Silva, líder sindical do ABC paulista. Entre outros aspectos, discutiram estratégias com vistas à formação de uma frente de oposição objetivando a conquista da presidência do Brasil como forma de promover as transformações democráticas e sociais necessárias reivindicadas por parte majoritária da população brasileira, dentro do marco da visão dos partidos de oposição ao regime político-militar. Posteriormente Saraiva entendeu que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), organizado sobre os fundamentos do MDB, despontava como melhor opção para atender as demandas nacionais. (Jornal do Brasil – 02.10.80). Ingressou então naquele partido, aceitando convite de seu presidente regional, Deputado Jerônimo Garcia de Santana, tornando-se referência para um elogioso discurso pronunciado no plenário do Congresso Nacional por aquele líder, recebendo manifestações de felicitação de personalidades da política brasileira e outros companheiros de partido como os Senadores Paulo Brosard, José Richa e Ulysses Guimarães. O evento tornou-se o ponto de partida para que recebesse luz verde para institucionalizar o Movimento Jovem Nacional do PMDB, com programas e estatutos próprios. Aprovados na primeira convenção nacional desse partido conforme publicou o conceituado Jornal Correio Brasiliense em sua edição de 12 de julho de 1980. Todas essas circunstâncias inegavelmente contribuíram para o exercício de sua vocação, facilitada pela sensibilidade às aspirações populares. A partir de 1980, depois de haver sido diplomado (suplente) Deputado Federal pela Justiça Eleitoral e ter seu nome publicado no livro biográfico de deputados brasileiros - 47ª Legislatura, seu desempenho político ganhou notoriedade. No exercício da atividade legislativa, Saraiva foi autor de varios projetos de lei, entre os quais destacaram-se os seguintes: - Projeto denominado “Transfronteira”, autorizando o Poder Executivo brasileiro a negociar com os países amazônicos acordos para a construção de rodovia internacional interligando seus respectivos sistemas rodoviários (Jornal de Brasília – 04.07.86). A dimensionada importância da proposição facilitou a publicação de dois livros. O primeiro manteve o mesmo nome do Projeto, “Transfronteira”. - O segundo entitulou-se “Amazônia: Integração, Preservação, Desenvolvimento e Segurança”, tendo ambos sido prefaciados pelo Embaixador J.O. de Meira Penna e editados em conjunto pela Câmara dos Deputados, Senado Federal e Parlamento Latino-americano. - Projeto de Lei regulamentando o item X do Artigo 49 da Constituição Federal, o qual dispõe sobre a fiscalização pelo Congresso Nacional das atividades de inteligência, informação e segurança, objetivando impedir a repetição de excessos praticados durante o regime político-militar. (Jornal de Brasília - 28.04.90). - Projeto de Lei determinando a utilização de anestésicos em projéteis utilizados por agências de segurança pública e serviços de segurança privada, proposta esta que foi anos depois submetida à considerações e estudos do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos por solicitação dos Senadores Paul Sarbanes e Barbara Mikulski, durante a 105ª Legislatura. (Washington DC Área – Gazette Wheaton – 10.03.99). - Proposta de estudo legislativo enviada ao Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, Senador Bernardo Cabral, sugerindo a elaboração de parecer a respeito da Comissão Nacional de Disciplina e de Destituição de Magistrados e do Código de Conduta para Juizes dos Estados Unidos da América, com vistas à possibilidade de aproveitamento como subsídio para elaboração de Legislação sobre Controle Externo do Judiciário brasileiro –Agosto de 1997. (Após 5 anos o Presidente Lula colocou o tema em discussão). - Projeto de Lei instituindo o cadastro de menores carentes no país e de brasileiros residentes no exterior, para fins de prestação de assistência material de cunho filantrópico mencionado no discurso do Senador Mário Calixto Filho – Vice-Líder da Maioria no Senado. (Agência Online SF - 17.09.2004). - Proposta de Lei determinando a inclusão no currículo acadêmico, de prestação de Serviço Comunitário Estudantil - SCE - como pré-requisito para obtenção de diploma de Primeiro e Segundo Graus nas redes pública e privada de ensino, adotando ademais, outras providencias. (Publicado no News.com.Br – 20.12.2004). Enquanto permaneceu no Brasil, serviu ao Congresso na função de Oficial de Gabinete da Liderança do PMDB (Dep. Odacir Klein) e de Consultor do Instituto de Assessoria e Pesquisa (IPEAC), tendo sido Assessor Parlamentar de vários congressistas além de Assessor Parlamentar do Governo do Estado de Rondônia junto ao Congresso Nacional. Paralelamente a essas atividades, prestou em Brasília, Consultoria às Agências de Inteligência e Informação da França e dos EUA. Esta última, por dois anos, durante a primeira Guerra do Golfo Pérsico. Nos Estados Unidos Em outubro de 2000, pouco depois de haver lançado a revista USLatin, Samuel Saraiva foi convidado pela Casa Branca (Governo Clinton), na condição de Editor e Membro da Associação Nacional de Jornalistas - NAHJ - para participar de conferência sobre “A crescente importância das Américas e o aumento da população latina”. Poucos anos transcorreram para que novamente seu esforço fosse reconhecido. Para sua surpresa recebeu mensagem assinada pelo próprio presidente estadunidense, George W. Bush, agradecendo estudos que Saraiva desenvolveu em Washington D.C., tendo em vista o fortalecimento das relações bilaterais com o Brasil. No documento, propôs ao presidente do Brasil a realização de amplo debate entre Estado e Sociedade, no âmbito do Poder Legislativo, objetivando a adoção de legislação que permitisse a imigração para o País de famílias oriundas de países democráticos com perfil de amigos, atacados com armas de destruição em massa ou flagelados por catástrofes naturais de grande magnitude. Entre os desdobramentos que poderiam decorrer da consolidação do projeto poder-se-ia vislumbrar a possibilidade de legalização de mais de 1 milhão de brasileiros que vivem nos EUA de forma clandestina. Mencionada proposta encontrou eco e respaldo político em pronunciamento do Senador Valdir Raupp que solicitou ao Presidente LULA e ao Itamaraty ações para execução da proposta. (SF - 03.09.2003). No exercício de sua vocação legislativa, Samuel Saraiva esteve constantemente orientado pelo sentimento maior da solidariedade humana, acima de qualquer sectarismo de natureza política, filosófica ou religiosa. Inspirou-se sempre nas ciências sociais e no postulado da fraternidade universal. Ao recordar esses anos, sentiu que deveria deixar seu testemunho escrito sobre os mesmos. Não apenas as recordações próprias mas também as centenas de páginas que hoje repousam a disposição dos pesquisadores nos arquivos históricos do Parlamento do Brasil. Também memórias de quem naquela época foram catedráticos naquela instituição, como o Professor e embaixador J.O. de Meira Penna, Litton Guimarães, Francisco Resek, Eitte Sato, Márcio Moreira Alves e José Aleixo, também professor do Instituto Rio Branco. Guarda em suas lembranças de maneira especial um diário com discurso pronunciado por seu amigo, o saudoso Senador Carlos Alberto de Sousa, então líder do PTB, elogiando-o pela conclusão do curso de Direito Diplomático na Universidade de Brasília (UNB) em 1985. Outros desafios Na ânsia por propor idéias e buscando soluções capazes de promover melhoramento de alguma forma nas relações internacionais, elaborou documento que apresentou ao secretário-geral da ONU, o Sr. Ban Kin-Moom e aos embaixadores de países com assento no Conselho de Segurança do mencionado organismo. O documento inseria proposta de “resolução declarando as reservas florestais e mananciais de água potável do planeta como Patrimônio Natural da Humanidade, assim como também a tipificação, como delito universal, toda ação causadora de agressão ou danos a essas reservas imprescindíveis a vida na terra; a capacitação das Forças de Paz das Nações Unidas para intervir (quando convocadas) com o propósito de ajudar os países membros a combater a destruição do meio ambiente. Diversos meios de comunicação registraram o documento. A revista Forbes publicou a matéria em 20.12.06, a cadeia de televisão ABC (Eyewitness) fez o mesmo em 24.12.06. Telemundo, canal Hispânico de televisão de grande audiência deu destaque em cadeia nacional em 23.12 do mesmo ano, juntando-se a dezenas de outros meios de comunicação. Em maio de 2008, Samuel Saraiva mais uma vez ganha espaço na imprensa mundial quando apresentou estudos ao Programa de Alimentação da ONU sugerindo a construção massiva de plantas para desidratação de frutas, grãos e carnes que compõem os estoques reguladores das reservas alimentares dos países membros, de modo a proteger os alimentos da ação de microorganismos, e aumentar o prazo de validade dos estoques, como forma de evitar o injustificável desperdício e facilitar a distribuição em situações emergenciais. Tendo em vista as freqüentes notícias de óbitos, em decorrência da fome de milhares de pessoas no planeta, ao mesmo tempo em que se constata o habitual desperdício de estoques de alimentos, devido à prescrição dos prazos de validade, além da degradação resultante do armazenamento precário. Sugeriu ainda que o Organismo Internacional adotasse ações efetivas objetivando incentivar os Governos, e também o setor privado, a construir tais usinas, salientando que o investimento se mostrará infinitamente menor que o prejuízo atualmente experimentado em razão das condições impróprias de armazenamento, ressaltando que tal iniciativa ocupará um espaço vital entre o atual desperdício e a demanda por alimentos em áreas de conflitos ou desastres naturais, reduzindo as fatalidades decorrentes da fome que assola a vida na Terra. Recomendou também que os Estados estimulem a formação de reserva de alimentos desidratados em favor das populações mais vulneráveis à instabilidade política ou a fenônemos como enchentes, furacões, terremotos, tsunamis, bem como outras ameaças que possam gerar extrema escassez de comida, de sorte que as agências de socorro, nesses casos, possam prestar a devida assistência aos necessitados durante período razoável de tempo, possível graças à tecnologia de conservação disponível. Postura filosófica Obstinado em contribuir para
o encontro de soluções a problemas que afligem a humanidade,
as questões sociais e a preservação integral do
Planeta, Samuel Saraiva assim descreveu a visão singela e objetiva,
com a qual fundamentou propostas e norteou sua atuação:
O Homem materializa-se ao nascer diante de Deus e o busca instintivamente no decorrer da curta jornada por diferentes caminhos. Expressa e nivela suas ações à altura do próprio discernimento. A espiritualidade inata que o acompanha antecede a criação das centenas de religiões e seitas, embora todas mereçam respeito quando filosoficamente difundem a prática do bem com sinceridade. Conceituando a espiritualidade como uma vivência cósmica... “Tudo e todos somos parte homogênea e indissolúvel da energia de Deus”, onde a dualidade perde sentido e o que conta é a harmonia entre Seres e Universo. Os preceitos a serem observados resumem-se no amor e na solidariedade. No entanto observamos atônitos o lucrativo “comércio da Fé” desperdiçar o precioso tempo em cultos e discussões inócuas infindáveis, num paradoxo sem fim no qual o homem em sua cegueira imposta pelo limitado conhecimento vê-se encarcerado em teorias, citações, amores inexistentes e sofrimento, apenas renovando o ar viciado de sua angústia. Proliferam-se as organizações religiosas expandindo o patrimônio físico e financeiro às custas do suado dinheiro daqueles que acreditam ingenuamente cumprirem um “dever” sagrado, resignados à consciência que uma mudança de mentalidade ou descumprimento disso poderá condená-los. Se essa Fé extraordinária, o tempo e os recursos fossem utilizados na prática daquilo que professam estariam trazendo a luz um testemunho inconteste de amor e dignidade que haveria de ecoar na imensidão como louvores ao Criador. Absurdamente, em vez de solução, constituem parte da problemática humana, com ações radicais, dogmas, tradições arcaicas e alienação coletiva, que dificultam a evolução do homem, agravam o presente e ameaçam o futuro da civilização. Inescrupulosamente, as multidões são iludidas com as “verdades” plantadas que acabam por adotar como próprias, ao sentirem-se desalentadas e à margem da capitulação existencial, ou mesmo diante da incapacidade para conceituação de uma visão própria sobre o sentido da vida. Distanciam-se dos valores morais que deveriam observar, indiferentes ao fato de que o ensinamento que eleva e engrandece se insere na atenção e no respeito à vida que as cerca. Parece difícil, quase impossível, a compreensão do alcance das palavras do Mestre: “Ama ao próximo como a ti mesmo” – “ou mais que a ti mesmo” - eu ousaria complementar. Milhares capitulam ante o poderoso marketing dos intitulados “apassentadores de ovelhas”, que ultrajam a democracia ao iludir os mais crédulos com promessas falsas de soluções “milagrosas”. Mais que isso: estimulados pela impunidade oferecem “salvação”, “cura” e “ajuda” em vez de promoverem a educação que permitiria libertar essas pessoas humildes da ignorância. Sob o manto da hipocrisia,
seguem vorazes em busca de influência, dinheiro, prestígio
e outras vantagens pessoais alheias e contrarias à verdadeira
caridade, indiferentes a censura divina que ecoa no tribunal de suas
conciências cauterizadas pela maldade. Enquanto uns poucos imoralmente se apoderam dos recursos naturais do Planeta e os desperdiçam nababescamente, “legitimados” por uma legalidade imoral com a cumplicidade dos sistemas políticos existentes, mais da metade da população mundial apenas sobrevive miseravelmente, sem acesso ao saneamento básico, à saúde, à educação, à moradia, à água e a uma alimentação digna. Os projetos de natureza humanitária, mesmo que sejam visivelmente legítimos, factíveis, justos e por vezes inadiáveis só ganham atenção quando acenam com a possibilidade de atendimento de interesses políticos e econômicos mesquinhos. Como condenadas e subjugadas pela insensibilidade e prepotência das elites multidões são conduzidas cruelmente pelos caminhos do sofrimento de forma injustificável, moralmente criminosa e inadmissível aos olhos do Espírito Supremo de JUSTIÇA. Estamos indissoluvelmente unificados na energia divina e revestidos da responsabilidade moral de preservar essa esplendorosa obra da Criação chamada Terra. Ninguém deve, em sã consciência destruir o que nela existe, pois isso implicará na sua própria destruição. Progresso não pode significar destruição a qualquer custo, nem temos o direito à postura de donos pois somos apenas “turistas celestiais” com os dias contados nessa dimensão. O paraíso que hoje desfrutamos, no amanhã deverá hospedar as gerações vindouras. O conhecimento humano deve ser aplicado na melhoria da qualidade de vida da população desse planeta ainda azul que espetacularmente adorna o espaço sideral; nosso berço e nossa morada. É preciso investir na paz, na razão e no bom senso, em detrimento das motivações menores alicerçadas no egoísmo e na estupidez que cobrem de lama a humanidade, que ameaçam a vida na Terra impondo a exclusão de acesso a uma existência digna e a extinção em massa das espécies. A tecnologia não deve servir para práticas insanas de autodestruição, mas para a harmonização entre homem e natureza. Promover a evolução dos Seres humanos é um imperativo, um dever moral e a única estratégia que poderá assegurar viabilidade à perpetuação da espécie, com dignidade e qualidade de vida. “De que serve ganhar o mundo inteiro e perder a alma”? A vaidade, a luxúria e a ilusão de atribuir importância a bens materiais ficarão para trás após o último suspiro, no entanto, os gestos de compaixão, despreendimento e a prática do bem, são os únicos componentes com os quais, gradativamente, construímos o patrimônio a que teremos direito na eternidade. Motiva-me a convicção de que o exercício da solidariedade constitui anseio de muitos; no entanto, dispor dos meios materiais para exercitá-la em plenitude, incompreensivelmente, é privilégio divino outorgado a poucos e raramente praticado com grandeza. Desafortunadamente, o poder nem sempre está nas mãos daqueles que possuem discernimento suficiente para entender que de suas decisões dependerá em parte o destino de multidões. Os percalços nessa
jornada, sobretudo quando ainda me encontrava a caminho da chamada “idade
da razão”, facilitaram-me compreender o comportamento humano,
suas virtudes, inquietudes e desacertos e entender que ninguém
pode ser excluído dessa trilogia. Washington DC., Junho de 2008
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